Quem sou eu


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O DNA E AS EMOÇÕES

(texto extraído de http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2006/03/dna-emocoes.html)
Sáb, 4 de março, 2006.
A seguir três experimentos com o DNA (ADN) que provam as qualidades e auto-cura do mesmo em consonância com os sentimentos da pessoa, como foi relatado por Gregg Braden em seu programa intitulado Curando Corações/Curando Nações: A Ciência da Paz e o Poder das Orações:
EXPERIMENTO 1

O primeiro experimento foi realizado pelo Dr. Vladimir Poponin, da Academia Russa de Ciência. Nesta experiência começou-se por esvaziar um recipiente (quer dizer que se criou um vazio em seu interior) e o único elemento deixada dentro foram fótons (partículas de luz). Foi medida a distribuição destes fotons e descobriu-se que estavam distribuidos aleatoriamente dentro deste recipiente. Este era o resultado esperado.
Então foi colocada dentro do recipiente uma amostra de DNA e a localização dos fótons foi medida novamente. Desta vez os fótons haviam se ORGANIZADO EM LINHA com o DNA. Em outras palavras, o DNA físico produziu um efeito nos fótons não-físicos.
Depois disto, a amostra de DNA foi removida do recipiente e a distribuição dos fótons foi medida novamente. Os fótons PERMANECERAM ORDENADOS e alinhados onde havia estado o DNA. A que estão conectadas as partículas de luz?
Gregg Braden diz que estamos impelidos a aceitar a possibilidade que exista um NOVO campo de energia e que o DNA está se comunicando com os fótons por meio deste campo.
EXPERIMENTO 2

Este experimento foi levado a cabo pelos militares. Foram recolhidas amostras de leucócitos (células sanguíneas brancas) de um número de doadores. Estas amostras foram colocadas em um local equipado com um aparelho de medição das mudanças elétricas. Nesta experiência, o doador era colocado em um local e submetido a "estímulos emocionais" provenientes de vídeoclips. O DNA era colocado em um lugar diferente do que se encontrava o doador, mas no mesmo edifício.
Ambos, doador e seu DNA, eram monitorados, e quando o doador mostrava seus altos e baixos emocionais (medidos em ondas elétricas), o DNA expressava RESPOSTAS IDÊNTICAS e AO MESMO TEMPO. Não houve lapso e retardo de tempo de transmissão. Os altos e baixos do DNA COINCIDIRAM EXATAMENTE com os altos e baixos do doador.
Os militares queriam saber o quão distantes podiam ser separados o doador e seu DNA e continuarem observando este efeito. Pararam de experimentar quando a separação atingiu 80 kilometros entre o DNA e seu doador e continuaram tendo o MESMO resultado. Sem lapso e sem retardo de transmissão.
O DNA e o doador tiveram as mesmas respostas ao mesmo tempo. Que significa isto? Gregg Braden diz que isto significa que as células vivas se reconhecem por uma forma de energia não reconhecida anteriormente. Esta energia não é afetada pela distância e nem pelo tempo. Esta não é uma forma de energia localizada, é uma energia que existe em todas as partes e todo o tempo.
EXPERIMENTO 3

O terceiro experimento foi realizado pelo Instituto Heart Math e o documento que lhe dá suporte tem este título: Efeitos locais e não locais de freqüências coerentes do coração e alterações na conformação do DNA (Não se fixem no título, a informação é incrível!)

Este Experimento relaciona-se diretamente com a situação do Antrax. Neste experimento tomou-se o DNA de placenta humana e colocou-se em um recipiente onde se podia medir as alterações do mesmo. Vinte e oito amostras foram distribuídas, em tubos de ensaio, ao mesmo número de pesquisadores previamente treinados. Cada pesquisador havia sido treinado a gerar e sentir sentimentos, e cada um deles podia ter fortes emoções. O que se descobriu foi que o DNA MUDOU DE FORMA de acordo com os sentimentos dos pesquisadores.

1. Quando os pesquisadores sentiram gratidão, amor e apreço, o DNA respondeu RELAXANDO-SE, e seus filamentos esticando-se. O DNA tornou-se mais grosso.

2. Quando os pesquisadores SENTIRAM raiva, medo ou stress, o DNA respondeu APERTANDO-SE. Tornou-se mais curto e APAGOU muitos códigos.

Você já se sentiu alguma vez "descarregado" por emoções negativas? Agora já sabe porque seu corpo também se descarrega! Os códigos de DNA conectaram-se novamente quando os pesquisadores tiveram sentimentos de amor, alegria, gratidão e apreço.

Esta experiência foi aplicada posteriormente a pacientes com HIV positivo.

Descobriram que os sentimentos de amor, gratidão e apreço criaram RESPOSTAS DE IMUNIDADE 300.000 vezes maiores que a que tiveram sem eles. Assim, o que temos aqui é uma resposta que nos pode auxiliar a permanecermos com saúde, sem importar quão daninho seja o vírus ou a bactéria que esteja flutuando ao redor. Mantendo os sentimentos de alegria, amor, gratidão e apreço.
Estas alterações emocionais foram mais além de seus efeitos eletromagnéticos. Os indivíduos treinados para sentirem amor profundo foram capazes de mudar a forma de seu DNA. Gregg Braden diz que isto ilustra uma nova forma de energia que conecta toda a criação. Esta energia parece ser uma REDE ESTREITAMENTE TECIDA que conecta toda a matéria. Podemos influenciar essencialmente esta rede de criação por meio de nossas VIBRAÇÕES.
O que tem a ver os resultados destas experiências com nossa situação presente? Esta é a ciência que nos permite escolher uma linha de tempo que nos permite estar a salvo, não importa o que aconteça. Como Gregg explica em seu livro O efeito Isaías, basicamente o tempo não é apenas linear (passado, presente e futuro) mas também é profundidade. A profundidade do tempo consiste em todas as linhas de tempo e de oração que possam ser pronunciadas ou que existam. Essencialmente, suas orações já foram respondidas. Simplesmente ativamos a que estamos vivendo por meio de nossos SENTIMENTOS.

É assim que criamos nossa realidade, ao escolhermos nossos sentimentos. Esses sentimentos estão ativando a linha do tempo por meio da rede de criação, que conecta a energia e a matéria do universo. Lembre-se que a lei do Universo é que atraímos aquilo que colocamos em nosso foco. Se focas em temer qualquer coisa seja lá o que for, estás enviando uma forte mensagem ao Universo para que te envie aquilo a que mais temes. Em troca, se puderes manter-te com sentimentos de alegria, amor, apreço ou gratidão, e focar em trazer mais disto para tua vida, automaticamente irás afastar o negativo.
Estarias escolhendo uma LINHA DE TEMPO diferente com estes sentimentos. Sendo assim, esta é uma proteção para o que vier: Busque algo pelo qual estar alegre todos os dias, cada hora se possível, momento a momento, ainda que sejam alguns poucos minutos. Esta é a mais fácil e melhor das proteções que podes ter.
Fonte: Gregg Braden
Tradução: Liane B. de Mesquita, a partir da tradução em espanhol de Abjini Arraíz
Referências: The DNA PHANTOM EFFECT (update);
DNA can be influenced and reprogrammed by words and frequencies

MUITO ALÉM DESTE MUNDO ESTÁ A VIDA QUE TE ANIMA...

MUITO ALÉM DESTE MUNDO ESTÁ A VIDA QUE TE ANIMA...


És viajante cósmico e hás de reconhecer tua jornada. No caminho espiritual penetrarás estados cada vez mais elevados, e tua consciência se ampliará. És portador de uma chama de sabedoria em níveis profundos do teu ser. Assim, obedece às indicações internas que te são dadas. Além de guiar-te, essa chama iluminará o caminho de irmãos cujos passos seguem os teus.

Para trilhares a senda evolutiva não bastam promessas, precisas realmente avançar. Quedas são inevitáveis, e a sabedoria está em te ergueres sem demora e te afastares de novos riscos. Não programes em excesso nem cries expectativas nesta etapa da tua evolução. Na trajetória ascendente em que te encontras serás imbuído do poder oculto da fé. Deixa a procura de comprovações para os incrédulos e identifica-te com a fé que existe nos níveis mais profundos do teu ser.

Se contactares tua essência, preciosas indicações se tornarão acessíveis a ti. Quando chegar o momento de transpores o portal da vida interior, verás que o raciocínio, a dedução e a análise não te levam além do véu das aparências. Não te enevoes com pensamentos concretos que te desviam do saber intuitivo. A lição mais necessária para o momento presente é trazida neste mesmo instante. Sabedoria é estar em ressonância com o fluxo da vida, é seguir a lei espiritual que se apresenta a cada etapa.

Teus corpos materiais e os subtis devem impregnar-se de reverência à Vida imanente em todo o universo. Tudo o que tens a fazer é entregar-te a Ela e deixar que Sua verdade se revele. Para utilizares a matéria que carregas, precisas de novas energias. Teu corpo físico se aperfeiçoa quando responde às vibrações da luz, do amor e da harmonia do teu ser mais elevado. À medida que a luz das tuas células for despertando, novos ensinamentos emergirão do teu mundo interior. Usa a sublime energia que te anima e não deixes que o mal se infiltre e se alastre em ti.

Quando a Paz interior toca os corpos, os sentidos se calam, a razão humana se recolhe e podes saber-te unido à Vida que tudo anima.

És viajante cósmico e hás de reconhecer tua jornada...

Texto adaptado das REFLEXÕES SOBRE O CAMINHO e a ASCENSÃO - Trigueirinho

O Evangelho de Maria Madalena (Fragmento)

O Salvador disse: "Todas as espécies, todas as formações, todas as criaturas estão unidas, elas dependem umas das outras, e se separarão novamente em sua própria origem. Pois a essência da matéria somente se separará de novo em sua própria essência. Quem tem ouvidos para ouvir que ouça".
Pedro lhe disse: "Já que nos explicaste tudo. Diz-nos isso também: o que é o pecado do mundo?" Jesus disse: "Não há pecado; sois vós que os criais, quando fazeis coisas da mesma espécie que o adultério, que é chamado 'pecado'. Por isso, Deus-Pai veio para o meio de vós, para a essência de cada espécie, para conduzi-la a sua origem".
Em seguida disse: "Por isso adoeceis e morreis [...] Aquele que compreende minhas palavras, que as coloque em prática. A matéria produziu uma paixão sem igual, que se originou de algo contrário à Natureza Divina. A partir daí, todo o corpo se desequilibra. Essa é a razão por que vos digo: tende coragem, e se estiverdes desanimados, procurai força das diferentes manifestações da natureza. Quem tem ouvidos para ouvir que ouça."
Quando o Filho de Deus assim falou, saudou a todos dizendo: "A Paz esteja convosco. Recebei minha paz. Tomai cuidado para que ninguém vos afaste do Caminho, dizendo: 'Por aqui' ou 'Por lá', pois o Filho do Homem está dentro de vós. Segui-o. Quem o procurar, o encontrará. Prossegui agora, então, pregai o Evangelho do Reino. Não estabeleçais outras regras, além das que vos mostrei, e não instituais como legislador, senão sereis cerceados por elas". Após dizer tudo isso, partiu.
Mas eles estavam profundamente tristes. E falavam: "Como vamos pregar aos gentios o Evangelho do Reino do Filho do Homem? Se eles não o procuraram, vão poupar a nós?" Maria Madalena se levantou, cumprimentou a todos e disse a seus irmãos: "Não vos lamentais nem sofrais, nem hesiteis, pois sua graça estará inteiramente convosco e vos protegerá. Antes, louvemos sua grandeza, pois Ele nos preparou e nos fez homens." Após Maria ter dito isso, eles entregaram seus corações a Deus e começaram a conversar sobre as Palavras do Salvador.
Pedro disse a Maria: "Irmã, sabemos que o Salvador te amava mais do que qualquer outra mulher. Conta-nos as palavras do Salvador, as de que te lembras, aquelas que só tu sabes e nós nem ouvimos".
Maria Madalena respondeu dizendo: "Esclarecerei a vós o que está oculto". E ela começou a falar essas palavras: "Eu...", disse ela, "Eu tive uma visão do Senhor e contei a Ele: 'Mestre, apareceste-me hoje numa visão'. Ele respondeu e me disse: 'Bem-aventurada sejas, por não teres fraquejado ao me ver. Pois, onde está a mente, há um tesouro'. Eu lhe disse: 'Mestre, aquele que tem uma visão vê com a alma ou com o espírito?' Jesus respondeu e disse: "Não vê nem com a alma nem com o espírito, mas com a consciência, que está entre ambos - assim é que tem a visão [...]".
E o desejo disse à alma: 'Não te vi descer, mas agora te vejo subir. Por que falas mentira, já que pertences a mim?' A alma respondeu e disse: 'Eu te vi. Não me viste, nem me reconheceste. Usaste-me como acessório e não me reconheceste.' Depois de dizer isso, a alma foi embora, exultante de alegria. "De novo alcançou a terceira potência, chamada ignorância. A potência, inquiriu a alma dizendo: 'Onde vais? Estás aprisionada à maldade. Estás aprisionada, não julgues!' E a alma disse: 'Por que me julgaste apesar de eu não haver julgado? Eu estava aprisionada; no entanto, não aprisionei. Não fui reconhecida que o Todo se está desfazendo, tanto as coisas terrenas quanto as celestiais.' "Quando a alma venceu a terceira potência, subiu e viu a quarta potência, que assumiu sete formas. A primeira forma, trevas; a segunda, desejo; a terceira, ignorância; a quarta é a comoção da morte; a quinta é o reino da carne; a sexta é a vã sabedoria da carne; a sétima, a sabedoria irada. Essas são as sete potências da ira. Elas perguntaram à alma: ´De onde vens, devoradora de homens, ou onde vais, conquistadora do espaço?' A alma respondeu, dizendo: 'O que me subjugava foi eliminado e o que me fazia voltar foi derrotado..., e meu desejo foi consumido e a ignorância morreu. Num mundo fui libertada de outro mundo; num tipo fui libertada de um tipo celestial e também dos grilhões do esquecimento, que são transitórios. Daqui em diante, alcançarei em silêncio o final do tempo propício, do reino eterno'."
Depois de ter dito isso, Maria Madalena se calou, pois até aqui o Salvador lhe tinha falado. Mas André respondeu e disse aos irmãos: "Dizei o que tendes para dizer sobre o que ela falou. Eu, de minha parte, não acredito que o Salvador tenha dito isso. Pois esses ensinamentos carregam idéias estranhas". Pedro respondeu e falou sobre as mesmas coisas. Ele os inquiriu sobre o Salvador: "Será que ele realmente conversou em particular com uma mulher e não abertamente conosco? Devemos mudar de opinião e ouvirmos ela? Ele a preferiu a nós?" Então Maria Madalena se lamentou e disse a Pedro: "Pedro, meu irmão, o que estás pensando? Achas que inventei tudo isso no mau coração ou que estou mentindo sobre o Salvador?" Levi respondeu a Pedro: "Pedro, sempre foste exaltado. Agora te vejo competindo com uma mulher como adversário. Mas, se o Salvador a fez merecedora, quem és tu para rejeitá-la? Certamente o Salvador a conhece bem. Daí a ter amado mais do que a nós. É, antes, o caso de nos envergonharmos e assumirmos o Homem Perfeito e nos separaremos, como Ele nos mandou, e pregarmos o Evangelho, não criando nenhuma regra ou lei, além das que o Salvador nos legou."
Depois que Levi disse essas palavras, eles começaram a sair para anunciar e pregar.

“Kuan Yin ou Canon”, por Hélder




. Kannon é um Bosatsu e como tal não tem sexo. Entretanto Kannon manifesta-se de várias formas, tanto feminina como masculina. Na Índia é conhecida como Avaloktesvara e diz-se que é feminina, na China como Kuan Yin e diz-se também feminina. No Japão Kannon, Kanzeon Bosatsu e sua aparição foi masculina. O Budismo tibetano traz a história de Cherenzig, que é Kannon de Mil Braços o mesmo Oshin Miroku no Japão e sua aparição é como um jovem, portanto masculino. No entanto tanto Kuan Yin, como Cherenzig, como Kannon têm em suas histórias manifestações em ambos os sexos, porque a atuação de Kuan Yin é como a atuação de Oshin Miroku ampla e irrestrita. Isso acontece porque Kannon é a expressão do próprio Espírito Divino que salva as almas em todas as direções. Portanto não podemos falar em machismo neste caso, porque também no Japão há manifestações de Kannon em forma feminina, como Kannon sobre as Nuvens, Kannon Negra, etc.Bosatsu é o mesmo que Boddhisattva e significa aqueles que estão a um passo de se tornarem Buda, manifestam os aspectos masculinos e femininos. Kanzeon Bosatsu é o mesmo que Kannon Bosatsu também chamado no Japão de Hinode Kannon(A Kannon do Sol). Foi a primeira manifestação de Kuan Yin. Sob a forma de Kanzeon Bosatsu que Kuan Yin propagou seus ensinamentos no sul da China e esses se alastraram para toda China, para o Tibete e também Mongólia. Sendo hoje Kuan Yin conhecida em praticamente todo o oriente e com vários nomes. Oshin Miroku, Cherenzig são conhecidos também como Kannon de Mil Braços. Esta manifestação de Kuan Yin demonstra a atuação da mesma. Kuan Yin atua em todos os sentidos e em todas as direções. Isso quer dizer que a compaixão de Kuan Yin atua tanto dentro de uma igreja quanto dentro de um bar. Onde e como Kuan Yin poder se manifestar para livrar as almas do sofrimento ela o fará. Além disso Oshin Miroku ou Cherenzig também têm onze cabeças sendo que a última é de Amithaba no Tibete ou Amida no Japão e a penúltima é a de Mahakala. Essas onze cabeças tem o significado de aquele que tudo vê. Então essa manifestação de Kuan Yin é a compaixão que tudo vê e tudo faz para livrar os homens do sofrimento. De acordo com a história a Kuan Yin sentiu muita compaixão dos espíritos que estavam nas profundezas do inferno em grande sofrimento. Após meditar Kuan Yin encontrou uma forma de salvar esses espíritos, manifestou-se como Kuan Yin Negra e desceu até as profundezas para salvar as almas que ali estavam. Citei no texto a Kuan Yin Negra como uma das manifestações de Kuan Yin.

kundalini

kundalini é o poder do desejo puro dentro de nós, é a energia de nossa alma, de nossa consciência. Kundalini é a nossa emanação do infinito, a energia do cosmos dentro de cada um de nós. Como nossa energia criativa, ela pode ser imaginada como uma serpente enroscada adormecida na base de nossa coluna. Uma energia adormecida dentro de nós que se desperta, expande nossa consciência. Kundalini é a potencialidade de que todos nós somos capazes.

E quando nós despertamos a nossa Kundalini, nós nos tornamos concios de nossas capacidades criativas, de nossa finitude diante do infinito. A kundalini torna possível a nós, seres humanos com identidades finitas, relacionarmos com nossas identidades infinitas. E nós tornamos isto possível quando o nosso sistema glandular é ativado e nosso sistema nervoso forte e estes são combinados para se criar um movimento ou fluxo no flúido espinhal e uma sensitividade nas terminações nervosas. Nestas condições, o cérebro recebe os sinais e os integra.
Como resultado, toda nossa percepção se expande numa tremenda claridade. Percebemos os efeitos e os impactos de uma ação antes dela acontecer. Adquirimos o poder da escolha de agir ou não. A consciência nos dá esta escolha e a escolha nos dá liberdade. Quando conseguimos um fluxo constante da Kundalini, é como se estivessemos nos despertando de um longo cochilo, deixamos de viver numa realidade imaginária e nos tornamos compromissados com os nossos propósitos e metas aproveitando muito mais os prazeres da vida.

O nosso sistema foi construído para sustentar o despertar da energia Kundalini, restanos saber se estamos usando-a em toda extensão desta potencialidade. O fluxo da Kundalini é liberado a partir do Chakra do umbigo e sobe até o chakra corôa acima do topo da cabeça; aí a energia começa a descer passando pelos chakras até a base de nossa coluna. Depois de alcançar o chakra raíz, ela volta para o centro do umbigo.

A ascensão da energia é o caminho para a liberação. É chegar à percepção de que a realidade de Deus está dentro de cada um de nós. A ascensão da Kundalini é o desenroscar da consciência Deus, o testemunho da realidade do poder ilimitado que é a essência de nossas almas.
A descida da kundalini é o caminho da manifestação. Os chakras se abrem nesta descida. E assim que os chakras se abrem, a nossa essência é consolidada em nosso carater, nossos dons são integrados em nossos comportamentos e ações. Nossos talentos se tornam uma parte prática em nossas vidas. O que nos referimos como manifestação aqui são as "vibrações" que é uma tradução aproximada do termo sânscrito Chaitanya. Chaitanya (vibrações) é a força integrada de nosso ser fisiológico, mental, emocional e religioso." Portanto a descida da energia Kundalini simboliza esse despertar de nosso potencial e nos traz a consciência de Deus para todas as nossas atividades cotidianas.

A iluminação, ou auto-realização é conquistada quando o ciclo de ascenção e descida, se completa. Auto-realização é o nosso primeiro encontro com a Realidade. O despertar da Grande Mãe dentro de nós, que a partir de então, irá cuidar de nós, nos dando toda proteção que precisamos. A kundalini nos cura, nos melhora e nos confere todas as bençãos. Ela varre para fora de nossa realidade todas as nossas preocupações dos níveis mais grotescos.

OS TRES PORTOES

Bhagavad-gita

Um verso muito importante do Bhagavad-gita* diz o seguinte: “Há três portões que conduzem a este inferno — a luxúria, a ira e a cobiça. Todo homem são deve afastar-se destes desvarios, pois eles conduzem à degradação da alma” (BG 16.21). É a conclusão de uma fascinante descrição que Krishna faz acerca da mentalidade demoníaca e de seus efeitos e causas, que começa no verso 16.7. Essa descrição existe não para apontarmos o dedo para o outro em reconhecimento delas, mas para reconhecermos em nós mesmos essas falhas, e assim começar o processo de cura.
Devemos seriamente pesquisar e praticar esse processo de cura, se estamos realmente interessados em avançar espiritualmente ou, para usar um termo comum hoje em dia, seguir adiante no nosso processo de ascensão. Krishna aqui deu-nos o caminho das pedras ao mostrar o caminho inverso, o da degradação da alma. Da mesma forma que se usa a própria causa da doença para encontrar ou desenvolver o seu antídoto, assim também podemos pegar esses três poderosos vírus da alma para encontrar seus respectivos antídotos.
Começando de trás para frente, vamos primeiro meditar em cobiça. Cobiça (lobha, em sânscrito) é o desejo de obter o domínio ou posse de coisas para si mesmo, para seu prazer egocêntrico. Infelizmente, nossa sociedade consumista gira em torno desse princípio e a todo lado somos bombardeados com impulsos que reforçam essa doença da alma. O contrário da cobiça, seu antídoto mais forte, é a caridade. Krishna explica no Bhagavad-gita (18.3) que nunca se deve abandonar a caridade, não importa quão avançado estejamos em auto-realização. A caridade é um ponto central dos ensinamentos do Senhor Jesus, como também foi do Profeta Maomé.
Agora que temos o remédio, precisamos saber como aplicá-lo. Krishna explica que existem diferentes tipos de caridade (de acordo com os modos da natureza material) nos versos 17.20-22 do Bhagavad-gita: “A caridade dada por dever, sem expectativa de recompensa, no local e hora apropriados e dada a alguém digno, está no modo da bondade. Mas a caridade executada com expectativa de alguma recompensa, ou com desejo de resultados fruitivos, ou com má vontade, diz-se que é caridade no modo da paixão. E a caridade executada em lugar impuro, em hora imprópria e feita a pessoas indignas ou sem a devida atenção e respeito, diz-se que está no modo da ignorância.” Acima disso, Ele explica que o ato de caridade feito sem fé no Supremo é inútil, tanto nessa vida como na próxima (BG 17.28). Indo mais além, Srila Prabhupada sempre nos mostrou e ensinou que a maior caridade de todas é ajudar os demais no avanço espiritual. Da mesma forma que estamos sendo constantemente influenciados a praticar a ganância, devemos igualmente ficar constantemente meditando na caridade, se quisermos combatê-la completamente. Não basta dar algum dinheiro para uma instituição beneficente uma ou outra vez por mês ou dar esmolas no semáforo. Devemos mesmo praticar o mais elevado nível de caridade constantemente, ao estar sempre meditando em como podemos usar cada momento que estamos vivendo e tudo que possuímos para ajudar o próximo a avançar espiritualmente.


O segundo portão da consciência demoníaca é a ira (krodha, em sânscrito). Nos versos 2.62-3 do Bhagavad-gita, Krishna explica como surge a ira: “Enquanto contempla os objetos dos sentidos, a pessoa desenvolve apego a eles, e de tal apego se desenvolve a luxúria, e da luxúria surge a ira.” Portanto, a luxúria e a ira agem juntos. É dito que a ira é o irmão caçula da luxúria. Se quisermos evitar a ira, devemos, antes de tudo, evitar a luxúria, o portão infernal mais difícil de se evitar. A outra forma de combater a ira é cultivando seu antídoto: a paz. Mesmo não podendo evitar a luxúria por completo, podemos ficar cientes de nossos estados psíquicos e atentos ao surgimento de algo tão maléfico quanto a ira. A ira é facilmente reconhecida, ao passo que a luxúria pode ser bastante sutil. Krishna explica no Gita, no verso 3.40, que a luxúria se permeia por nossos sentidos, mente e inteligência, tornando-a um inimigo formidável. A ira, por outro lado, pelo menos em sua forma manifesta, é muito fácil de detectar, o que nos permite, com um mínimo de vigília ao nosso estado de consciência, impedi-la de seguir seu curso de ação na forma de palavras estúpidas e grosseiras ou atividades destrutivas, intencionando a dor de um outro ser ou até de nós mesmos.
Cultivar a paz significa cultivar um estado mental equilibrado, livre de agitação excessiva. Muitos fatores influenciam o estado mental. Um dos mais importantes é a dieta, quem a preparou, como também onde e como foi feita a refeição. Outro fator muito importante é o tipo de música ou imagem que se absorve no dia a dia. Muitas músicas populares e praticamente tudo que se vê na TV (até mesmo noticiários tem sido identificados como fontes de medo e estresse na vida moderna) agitam nossa mente de forma muito intensa. Já foi cientificamente comprovado que fazer exercícios físicos é muito importante para manter um estado mental saudável, especialmente aqueles que trazem uma certa sabedoria holística de bem-estar, como caminhadas em lugares agradáveis, yoga e certas práticas de arte marcial como Tai Chi Chuan. Certos fatores são mais difíceis de evitar, como a poluição sonora e atmosférica das grandes cidades, ou ainda ambientes de competição, frustração e infelicidade no local de trabalho. Em todo caso, devemos ficar cientes que temos o poder de trazer a paz para nossa vida ao ajustar a forma em que vivemos e especialmente a forma em que interagimos com o mundo. Na medida que cultivamos a paz, fecharemos o portal da ira não só na nossa vida, como também ajudaremos a fechá-lo para os outros. Como a ira, a paz é contagiante e influencia aqueles a nossa volta.
O primeiro e mais largo portal para a consciência infernal é a luxúria. Infelizmente em nossa atual sociedade, o termo luxúria foi ridicularizado como algo careta e repressor. Algo bobo, ingênuo, que não é mais aplicável em nossas modernas, divertidas vidas de liberdade plena, livre da opressão das religiões. O resultado se vê a nossa volta na forma de um mundo a beira de um cataclismo ecológico e/ou econômico, acelerada degradação social, etc.
A luxúria não significa simplesmente desejar sexo. Luxúria significa desejar se satisfazer, para o prazer egoísta, indiferente do que isso implica para os outros. Significa colocar a satisfação imediata de seus sentidos acima de qualquer outra consideração, inclusive de sua própria saúde mental e física, o que dizer do bem-estar de outros. Luxúria significa que quero usar a realidade, tanto os recursos materiais como as pessoas a minha volta, exclusivamente para resolver minhas questões egocêntricas. Eu, eu, eu! Abusar dos outros, ferir sentimentos, ignorar a moralidade, destruir o planeta… Nada disso é um obstáculo para as atividades da luxúria. Nem mesmo o infanticídio (aborto) e genocídio são levados em consideração sob a influência da luxúria. Se o aborto irá trazer mais oportunidades para o prazer egocêntrico da mãe, então por que não realizá-lo? Se nossa comunidade terá mais oportunidades para o prazer egocêntrico destruindo um rio ou floresta e assim matando todos os animais que dependem dele, porque não seguir em frente? Assim funciona a consciência demoníaca infernal sob a influência da luxúria.
Sendo a luxúria o vírus mais poderoso da consciência, não é de se surpreender que seu antídoto também seja o remédio mais poderoso de todos: o amor. Amor significa agir para o bem do amado, totalmente livre de qualquer consideração pessoal. Cada gotinha de consideração pessoal é uma gotinha de luxúria que enfraquece o amor. O grande segredo que temos que redescobrir é que não há nada mais agradável para nós mesmos que agir em puro amor, e nada mais desagradável que agir em pura luxúria. Ou seja, na medida que agimos sem pensar em nossa egocêntrica satisfação, mais satisfação obtemos! É algo aparentemente contraditório, mas a inescapável e maravilhosa verdade acerca da realidade criada por Deus. Nossas vidas oferecem ilimitadas oportunidades de praticarmos o amor puro, não só em relação a todos que cruzam nossa trajetória de vida, inclusive os que apenas aparecem por um breve momento numa fila de banco ou nos corredores, mas também em relação a todos seres vivos do planeta, na maneira que nos comportamos em relação à Mãe Terra (Bhumi Devi, em sânscrito).
Não é preciso muita reflexão para compreender que qualquer ato antiecológico, como consumo desnecessário de plásticos, a compra de alimentos desnecessariamente industrializados, o desperdício de água ou energia elétrica, etc. é um sintoma de luxúria, uma falta de amor. Isso porque estamos agindo pensando em nosso imediato prazer e bem-estar e ignorando o nosso próprio bem-estar futuro ou de gerações futuras, e o bem-estar de Bhumi Devi. A conclusão inevitável é que agir de forma antiecológica é um sintoma de falta de avanço espiritual.
O Senhor Sri Krishna Caitanya Mahaprabhu disse: “prema pum-artho mahan” – o amor é o objetivo último do ser vivo. O amor por si só é um remédio tão poderoso que não só acaba com a luxúria, mas com todos os demais vírus da consciência, da mesma forma que um antibiótico muito poderoso, feito para acabar com o pior tipo de bactéria, acaba com as demais bactérias mais fracas também. Assim, a prática do amor é absolutamente indispensável e importante para todos aqueles que desejam atingir a consciência divina e, como tal, precisa ser praticada constantemente.
É preciso sempre estar consciente das nossas motivações em tudo que façamos. Precisamos ter muito cuidado para detectar a motivação egoísta e, portanto, luxuriosa, em nossos atos e relacionamentos. Como dito antes, a luxúria é muito sutil e permeia toda nossa existência material. Assim sendo, é necessário um nível de atenção muito elevado e refinado para detectarmos sua presença. Isso não é fácil e não acontecerá do dia para noite. É tarefa mesmo para o resto de nossas vidas condicionadas!
Praticando bhakti-yoga, de forma imotivada e constante (ahaituky apratihata – Srimad-Bhagavatam 1.2.6), automaticamente nos situamos longe desses três portões da consciência infernal, pois bhakti é justamente a ciência da consciência, a técnica que limpa nosso coração (ceto-darpana marjanam – Siksastaka 1) ao direcionar nossa consciência rumo ao Divino. Esses três poderosos remédios, amor, paz e caridade, surgem no decorrer de uma prática eficaz e sincera de bhakti-yoga. Cabe-nos apenas cultivá-los ao máximo para fortalecer nossa prática e encurtar nossa volta ao lar, ao Supremo, ou seja, nossa volta à consciência divina.
* Traduções tiradas do Bhagavad-gita Como Ele É, de Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, fundador-acharya da ISKCON.

A linguagem do Amor

A linguagem do Amor

O amor é a linguagem, e a linguagem do amor é silenciosa. Quando dois amantes estão em profunda harmonia, no que Carl Jung costumava chamar de sincronicidade, quando suas vibrações estão simplesmente sincronizadas uma com a outra no mesmo comprimento de onda, então há o silêncio, então os amantes não gostam de conversar. Apenas maridos e mulheres conversam, e os amantes ficam calados.

Na verdade, o marido e a esposa não podem ficar em silêncio porque a linguagem é uma maneira de evitar o outro. Se você não estiver evitando o outro, se não estiver conversando, a presença do outro se torna muito embaraçosa; então marido e esposa imediatamente liberam sua nuvem de tinta preta! Qualquer desculpa servirá, mas eles liberam a tinta à volta de si e desaparecem na nuvem, e então não há problema.

A linguagem mão é um modo de se relacionar, mas um modo de evitar. Quando você está num profundo amor, pode segurar a mão do seu amado ou amada, mas permanecerá em silêncio... em completo silêncio, sem nem sequer uma ondulação.
Nesse lago sem ondulações da sua consciência, algo é transmitido, a mensagem é dada. Trata-se de uma mensagem sem palavras.

O Tantra diz que a pessoa precisa aprender a linguagem do amor, a linguagem do silêncio, a linguagem da presença um do outro, a linguagem do coração, a linguagem das entranhas. Nós aprendemos uma linguagem que não é existencial, uma linguagem alienígena; utilitária, é claro, que preenche um certo propósito, mas no que se refere a investigação mais elevada da consciência ela é uma barreira.
No nível mais baixo, tudo bem; é claro que no dia-a-dia você precisa de uma certa linguagem, e o silêncio não servirá. Mas quando você se move mais fundo e mais alto, a linguagem não servirá.